quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Uma ajudinha à borla para o FMI

Como escolher os 80%  dos melhores funcionários públicos impostos pelo FMI? A Mariarabodesaia dá uma ajuda:

Cultura Geral blogosférica:


1-      Como se chama o cão da Pipoca mais doce?
2-      Quando se fala em Mamen estamos a falar de quem?
3-      Qual é o nome dos filhos da autora do blogue a Cocó na Fralda?
4-      Quem é o autor do blogue que utiliza a expressão “ snob chic”
5-      O que é ou quem é o PAM?
6-      Como se chama o livro do Ricardo Martins, conhecido por Arrumadinho?
7-      Como se chama a filha da Pólo Norte?
8-      Qual foi o par de sapatos com que a Pipoca mais doce se casou?
9-      O Abrupto é o blogue de quem?
10-    Quem é que se dirige aos seus leitores como " pequenos póneis"?

 
Cultura de funcionário público aplicada:


Situação 1
Falta-lhe um tinteiro, uma resma de papel e o material escolar para o novo ano escolar dos seus filhos. O que faz?
1-      Compra tudo com o cartão continente e poupa uns trocos
2-      Compra onde for mais barato e consoante as necessidades
3-      Traz do trabalho e ainda oferece o que sobra aos sobrinhos

Situação 2
Chegou ás 9 ao trabalho e sai as 5. Quantas pausas faz para tomar café por dia?
1-     0-5
2-     5-10
3-     10-15

Situação 3
Trouxe um  tupperware com sopa de casa. O microondas está avariado. Como aquece a sopa:
1-      Come fria ou não a come
2-      Aquece no aquecedor de pés
3-      Faz um banho maria

Situação 4
Ligou para o 760 uma dúzia de vezes num dia e ganhou uma viagem para duas pessoas à Madeira no prazo de 2 meses e já não tem mais férias. O que faz?
1-      Põe baixa
2-      Pede na agência para trocar a viagem
3-      Dá a viagem aos seus pais que fazem 50 anos de casados

Situação 5:
O seu filho precisa de tirar fotocópias de apontamentos.O que faz?
1-      Sai 20 minutos para ir tirar fotocópias à papelaria da esquina.
2-      Tira no emprego
3-      Manda-o copiar à mão e fazer-se à vida.

Situação 6:
Os informáticos bloquearam o acesso ao messenger e ao facebook por ordem do director, como reagir:
1-      Greve geral já!
2-      Aliciar o informático a dar-lhe acesso e se não conseguir fazer-lhe a vidinha negra
3-      Aproveitar para concentrar no trabalho
 
Cultura geral informática:


Qual a rede social mais famosa?
1-      Facebook
2-      Hi5
3-      Orkut (para a embaixada do Brasil, Orkut também deve ser considerado resposta correcta)
 

Dá para ver televisão on-line?


Qual o atalho no teclado que permite mudar de janelas enquanto o chefe esfrega um olho?
1-     Ctrl + CAPS
2-     Alt + TAB
3-     Shift + Tab

Descreva detalhadamente como se elimina o histórico do computador?





Para votar é aqui, obrigadinha:


( a categoria blogue estrangeiro de língua portuguesa está mais ou menos a meio. Podem colocar Ctrl F mariarabodesaia para localizar o blogue facilmente)

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Querem ver...

Querem ver que a mulher do Messi se inspirou no maravilhoso outfit para o marido no programa do Goucha? Pergunta retórica!





Para votar é aqui, obrigadinha:

( a categoria blogue estrangeiro de língua portuguesa está mais ou menos a meio. Podem colocar Ctrl F mariarabodesaia para localizar o blogue facilmente)

Quando o pecado mora ao lado

A primeira vez que ouvi falar da Nigella Lawson, já estava a viver em Inglaterra. Acostumada a Filipa Vacondeus, chefe Silva e outros cozinheiros homens, totalmente ásperos na forma de falar, de apresentar a sua comida, os meus olhos imediatamente pararam quando, perdida nas minhas ocupações, vejo na televisão uma inglesa com um sotaque irrepreensível, com uma imagem extremamente sofisticada e clássica a falar de comida com prazer e num tom extremamente sensual.

A Nigella tem o seu estilo bem definido, quase sempre de calças pretas e de cardigan de cor forte que lhe acentua a cintura e a suas curvas femininas. O que numa pessoa normal, seria apenas uma gordita, na Nigella este peso extra, equilibra-se e dá-lhe um ar sexy.

A Nigella consegue isso, ter este estilo de cozinhar muito sexy food, em que qualquer pedaço de borrego ou um simples Victoria sponge de repente ganha outra dimensão. Cada ingrediente tem uma história, tem um motivo, remete-nos para as histórias da sua família, para os tachos da sua avó e isso torna-a completamente irresistível. A comida que faz é imprópria para dietas e ela própria assume isso. A manteiga e as natas são o seu ponto fraco e são poucas as receitas que não têm pelo menos um desses ingredientes mágicos. Mas também que gracinha tinha andar a cozinhar grelhados e a preparar saladinhas de rúcula? Para a Nigella, a cozinha é um prazer e as suas refeições são sempre um festim, um motivo de celebração, em que a comida tem um ponto central.

Aqui em Inglaterra não só é estranho uma pessoa como ela tão calorosa que nos prende ao ecrã, com uma imagem diferente do louro e de beleza creme Nívea, como também é estranho esta afectividade à comida. Sabe-se que aqui, as refeições são quase sempre secundárias e um almoço de sandes não só é aceitável como é prática comum. As refeições de faca e garfo são guardados para a noite, ao jantar e para os Sunday Roast . Pelo menos aos Domingos, numa casa de família, o forno é ligado ao invés do microondas.

No meu portuguese style ainda não perdido, comidinha é coimidinha e não há volta a dar! A cozinha e os ingredientes e a paixão pela comida contagiam-me e por isso, adoro a Nigella e comprei o seu livro “ Recipes from the heart of the home”. Quando o prazer gula  falar mais alto na minha casa, foi certamente do livro desta senhora que saiu a receita. O pecado mora mesmo aqui ao lado.




Para votar é aqui, obrigadinha:
( a categoria blogue estrangeiro de língua portuguesa está mais ou menos a meio)

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Vamos lá ganhar isto!


O blogue MariaRabodesaia está nomeado para o melhor blogue estrangeiro de língua portuguesa  no concurso Aventar e por isso, venho aqui pedir-vos, com toda a lata do mundo, para votarem em mim. Eu tenho sido boa pessoa, respondo a inquéritos para estudos de amigos e de desconhecidos, compro rifas, pirilampos, bolinhos aos escuteiros, calendários com cães, por isso vamos lá retribuir, sim?
Vamos votar no mariarabodesaia.blogspot.com como o Melhor blogue estrangeiro de língua Portuguesa, pode ser?



Demora 2 segundo e é só encontrar a categoria blogue estrangeiro de língua portuguesa ( que está mais ou menos a meio ) e votar:

( a categoria blogue estrangeiro de língua portuguesa está mais ou menos a meio)

Really, Messi?

Lionel Messi

Anda este tipo a esfarelar-se no campo, marca golos de outro mundo, ganha quatro vezes a bola de ouro e mete mais um vez, um sorriso amarelo ao nosso Cristianino. Depois, vai assim vestido como um bimbo para a cerimónia. Really?!!! Quer me parecer que vai ser mais comentado o outfit do menino do que o prémio em si. O Cristiano já vai dormir menos triste hoje.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Vá, agora queixa-te!

Cheguei a casa depois de uns dias passados em Portugal e não tinha um postal sequer dos meus vizinhos a desejar-me um Feliz Natal... isto depois de no ano passado ter enchido a minha mesa de postais. Posso portanto concluir, que a minha popularidade não deve estar propriamente em altas por estas bandas Inglesas. Deveria ter adivinhado que isto de não aceitar bolos da vizinha na quermesse, não falar do tempo, não gabar as flores do canteiro e não perguntar como vai o cão, teria consequências graves.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A arte de questionar

Os meus vizinhos arranjaram uma maneira espectacular para sacar coisas sobre a nossa vida, sem terem que me perguntar directamente:
( virando-se para o meu filho de um ano de idade): 
"So little boy, any plans for Christmas?"



terça-feira, 18 de dezembro de 2012

11 de Dezembro 2011

Não me parece que foi ontem. Aliás, isso nem faz qualquer sentido para mim. Parece-me que o meu filho faz parte da minha vida há muito mais tempo, muito antes de ter sequer um nome. O meu filho viveu em mim muito tempo antes, fazia parte dos meus sonhos e das minhas preces. Neste ano de vida, deu-me o melhor do mundo, fez-me viver todos os clichés de mamã, mostrou-me o que é sentir um amor incondicional. Ao olhar para ele, vejo um pouco de nós, do meu marido e isso comove-me. É com alegria que o vejo crescer e quase que me esqueço como era tão pequenino quando nasceu. Tenho em mim a memória clara de o ter nos meus braços, segundos após ter nascido. Apesar estar diferente fisicamente, na minha memória, o seu rosto mantém-se igual. Não está. Deixou de ser aquele bebezinho pequenino, a tremer de frio no primeiro banho, para um bebé cheio de vida, que já mostra bem a sua personalidade. Reage a todos os estímulos, já sabe que se fizer beicinho tem os papás aos seus pés, ainda que achemos que não.

O mundo pára, quando com os seus olhos grandes castanhos me fisga, atravessa a sala a gatinhar para se aninhar a mim com o ar mais feliz do mundo. O meu colo acalma-o e o seu quente preenche-me.Tento cristalizar mentalmente estes momentos e ganho o dia com estas pequenas grandes coisas. Aprecio e absorvo avidamente tudo o que me dá, todo o seu riso de alegria que põem a descoberto os seus dentinhos que mais parecem bagas de arroz. Ri-se das graças que faço e estimula todos os dias a minha imaginação,a criatividade e bom senso. Põe-me a rebolar, a imitar todos os animais que me lembro, a cantar músicas que pensava que me tinha esquecido e andavam presas na memória.

As noites nunca mais passaram a ser iguais. A paciência passou a ter um novo significado e percebi que esta afinal não tem limites e que aguenta tudo à conta de um sorriso, ou mesmo à conta de nada. Este amor não cobra nada. Para adormecer, dá sempre luta e desafia o cansaço, como se quisesse sorver até à ultima tudo o que o mundo lhe dá. Gosto do seu ar tranquilo quando, finalmente, se entrega ao sono, repousa o corpo e, fecha os olhos depois de um dia cansativo de tanta actividade, de tantos sorrisos, passeios e brincadeiras.

Para o meu filho, tudo é uma descoberta constante. Tentar ver o mundo através do seu olhar é desafiante da nossa própria condição de adultos. Nós, estamos demasiadamente absortos no nosso mundinho e cheios de certezas inabaláveis. Acho perdemos a capacidade de nos surpreender com as pequenas coisas e com o passar dos anos fomos silenciando os nossos sentidos. Por isso mesmo, adoro o seu olhar de espanto cada vez que vê um balão, prova um novo sabor, a sua surpresa cada vez que ouve um som que lhe é estranho, a sua reacção a cores e texturas diferentes. Através do meu filho, sinto-me a renascer um pouquinho todos os dias e este coração que bate no meu peito passou a bater em duplicado. Foi já há um ano que tudo mudou para muito melhor e que sou mãe.

Parabéns meu filho!

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Catfish




Andávamos em plenos anos 90 quando  a existência do facebook estava a léguas de distância e a maioria dos putos ( eu incluída) não tínhamos internet em casa. Era um autêntico luxo na altura, ou talvez mesmo uma excentricidade. Se queríamos ir à internet à borla, íamos à biblioteca da escola ou à municipal que estavam sempre lotadas, não com alunos para estudar ou a requisitar livros, mas para tentar a sorte e ir à internet num dos 2 computadores disponíveis. Quando conseguíamos ter a sorte de aceder ao computador, íamos ao chats ( MIRC) falávamos com gente com “ nick" e em códigos como ddtc ( de onde teclas) e outras parvoíces que não me lembro.

Na altura, sabíamos que os putos que passavam a vida na internet eram nerds e com uma probabilidade baixíssima de serem giros. Putos giros, estavam a jogar basket federado, futebol, faziam surf ou body board, gostavam de motas e de coisas mais radicais. Por isso, não era com muita desilusão que ficávamos a saber que o Ripcurl que andava a dar o engate à Joaninha82, afinal era o totó lá da turma que devia ter tanto sucesso com as miúdas como o Nuno Markl nos tempos de escola.

Passados uns anos valentes, com a democratização da internet, estas salas de MIRC parecem-nos uma coisa do outro mundo, completamente ultrapassadas. Hoje, tem-se a ilusão que por vermos o nome, a fotografia da pessoa, filmes e os amigos dela, ela passa a ser mais real. Mas será mesmo? O documentário Catfish é a história real de Nev um jovem de 22 e da sua história de amor pela internet. Ele era fotógrafo profissional, uma dia publicou uma fotografia num jornal e foi contactado por uma criança de 8 anos que lhe enviou uma mensagem a dizer que tinha gostado muito da foto e se lhe podia mandar um desenho. A partir daí, “conheceu”a mãe da miúda de 8 anos e chegou até Megan irmã da miúda que era uma rapariga linda, super interessante e bailarina de ballet. Até que, após meses de conversa, filmes, mensagens trocadas, decide ir conhecer pessoalmente Megan. Alguém imagina o que ele foi encontrar? Uma gaja boa, está claro! Pois...



* Não havia Megan, as fotografias eram roubadas de outro sítio qualquer, não havia amigos da Megan. Quem se fazia passar por Megan era uma dona de casa com 40 anos, com dois filhos de 19 anos com paralisia cerebral a seu cargo. Decidiu, por sua própria iniciativa, criar uma personagem, amigos, videos, tudo! As imagens enganam...

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Uma coisa extremamente relevante

A senhora Merkel está agora a chegar a S. Julião da Barra para um almoço de trabalho com o nosso PM. O que é que ela irá almoçar? Não acredito que aquele corpito vá lá só com uma saladinha.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Os indignados

Chego à conclusão que Portugal é um país de indignados, mas muitas vezes pelos motivos errados. Estou estupefacta com o que passa nas redes sociais por causa do que a Isabel Jonet disse na SIC notícias. Fazer uma petição a pedir a demissão da Isabel Jonet causa-me repulsa e faz-me sentir vergonha do país que temos. Há uma parte da sociedade portuguesa que cada vez que ecoa qualquer coisa sobre contenção de despesas e viver mais “ pobremente” salta à tampa e vem para cá fora reminiscências do passado histórico português do tempo do salazarismo. Essa ferida, parece que não fechou e ainda está por sarar na sociedade Portuguesa e que se comporta com premiscuidade em relação ao consumo. Outra parte da sociedade, vive alheada da sociedade e acha que o problema nunca é deles, é do governo! E também acha que a solução nunca passa também por eles, como se distanciassem e vivessem numa realidade paralela. Desde que a crise não lhes chegue aos bolsos e dê para uma imperiais e uns tremoços, “ tá-se bem!”.

Nós Portugueses vivemos durante muito anos a viver à ricos e todos, compactuámos com isso. Cresci num país num país com tiques de rico, numa sociedade em que parecia mal levar sandes para a escola, levar o almoço para o trabalho, andar de transportes públicos, não fazer férias anualmente no Algarve, não ter carro e casa própria. Num país que muitas famílias contraíram créditos para pagar telemóveis, computadores, férias às caraíbas ou viagens de finalistas aos filhos.

Quando vem a Isabel Jonet pôr o dedo na ferida e dizer que temos que “ empobrecer muito” acusam-na de ser rica e de não saber o que é a pobreza. Pois, o que sabe ela? Sabe muito mais do que a maioria de nós, conhece a realidade de perto e decidiu dar a sua vida a uma causa. Ela, que podia ter tido um futuro à frente de uma grande empresa e com um ordenado milionário, ou então ter decidido ter passado a sua vida entre chás, jogos de bridge com as amigas e tardes de spa e personal trainer. Não, decidiu estar voluntariamente, e sem qualquer tipo de remuneração, no Banco Alimentar, para agora, ainda por cima, levar uma cambada de ingratos que amua ao primeiro puxão de orelhas.  Chateia-me gentinha que ache que para saber o que é a dor tem que ser serrado ao meio, para saber o que é o pobreza tem que viver com uma lata de sardinhas a dividir por sete. Se alguém ousa dizer alguma coisa, levam a mal e acham que não tem moralidade.

São precisamente esses indignados que nunca precisaram do Banco Alimentar que se multiplicaram em petições anedóticas e mostrar o "civismo" que têm. Por essas e por outras, é que dizer meia dúzia de verdades em Portugal, custa caro. Custa eleições, impopularidade e chacota pública. A todos os que a criticaram a Isabel Jonet, só tenho mais isto para dizer, a sério, deixem-se de merdas!


Coisas de mãe #3

Oferecem-lhe brinquedos sofisticados, didácticos, de marca, para desenvolver as criancinhas. Coisas bonitas, bem encaixotadas, com muitas cores e formas. Brinquedos que aos olhos dos adultos são muito inteligentes e fazem todo o sentido... O que ele mais gosta? Atacadores, embalagem das toalhitas e solas de sapatos. Vai tudo para a boca que é uma beleza.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Obama, encore

Há quatro anos atrás o mundo vibrava com as eleições americanas principalmente porque não era um candidato que se apresentava à América, era uma espécie de Super homem que encarnava em candidato que se apresentava ao mundo. O “ yes, we can” entrou no ouvido do mundo inteiro e uma euforia tomou conta dos Americanos e do mundo . Naquela altura, a esperança renascia e o céu parecia limite. Obama tinha vencido Hilary Clinton e era o candidato democrata à Casa Branca. Enquanto Hillary era a personificação perfeita do establishment, Obama, era a mudança e a encarnação do sonho americano e um Luther king renascido.

Seria possível a América ter um Presidente negro, pela primeira vez na sua história? Sim, teve! Obama ganhou as eleições de 2008 face ao Republicano Jonh Mccain e no mundo corria uma onda de euforia. Obama era não só o Presidente da América, mas um Presidente do “ mundo”. Em 2009, ainda sem obra feita, acabou por ganhar o Nobel da Paz com a promessa de diplomacia entre os povos. O mundo vibrava com a esperança num Presidente com os olhos postos no mundo e com uma visão humanista. Contudo, das ideias à prática, vai um pulinho e Obama ainda não conseguiu ainda resolver todos os problemas que se propõs e Guantanamo é um deles.

Quatro anos passaram e muito ficou por fazer. Obama conseguiu o fim da guerra no Iraque, aprovar o Programa nacional de saúde, o plano de retirada do Iraque e a captura e morte de Bin Laden, que era “cabeça de cartaz” e era uma das suas promessas eleitorais. O que Obama não alcançou foi a resolução do problema de uma economia com fragilidades, o problema imobiliário e principalmente, o gravíssimo problema de desemprego e consequentemente a pobreza que muitos americanos ainda enfrentam. Ele, foi dos poucos Presidentes americanos, até hoje, a ganhar uma eleição, com um nível de desemprego tão alto, principalmente para os padrões americanos.

Diz a história, que quando a economia está mal e há crise, o Presidente muda. Ontem o país foi a votos e, apesar de até a última, todas as estatísticas darem um empate técnico, a verdade é que Obama ganhou. Neste caso, verificamos uma resistência a essa “regra”, ou porque o Romney é demasiado fraco e não é visto realmente como uma solução possível, ou então porque ainda há esperança em Obama e os Americanos ainda estão à espera que salte da manga do Obama um super poder. Claramente Obama tem o factor X que falta a Romney.

 Apesar da vitória, o resultado das eleições é um espelho da realidade americana dividida socialmente. Verifica-se uma uma divisão social claríssima entre os apoiantes de Romney, claramente mais velhos, brancos e da ala mais conservadora e os de Obama que são maioritariamente os negros, latinos, hispânicos, os jovens e as mulheres. Obama, levou a melhor com uma vitória inequívoca e tornou-se o 40º Presidente da História da América. Quanto a Romney ficou, desta vez, a ver aviões... pode ser que entenda, de uma vez por todas, porque não abrem as janelas.