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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Coisas de mãe #4

Sabemos que o nosso filho está a ficar um típico gajo homenzinho, quando entramos numa loja com ele e começa imediatamente a berrar. Vamos ter que tratar disto o quanto antes. Um dia, a mulher dele vai-me agradecer, eu sei!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Let it snow! Let it snow! Let it snow!

O país parou como sempre que neva! Estão auto-estradas fechadas, lojas fechadas, mas nós resistimos. 






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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Inglesices #1


Uma das coisas mais estranhas em Inglaterra são os hábitos alimentares. Se os hábitos dos adultos são algo que se foi entranhando e já se tornou normal, mais estranho, é agora deparar que estes hábitos ingleses, aqui começam desde pequeninos e refiro-me mesmo a bebés.

Tenho que começar a explicar que aqui não há há pediatras. Aliás há, mas não no sentido que há em Portugal. Em Portugal, todas crianças vão ao pediatra com regularidade. As mães saem do  consultório médico com uma lista de alimentos que os bebés podem ou não comer e com diversas orientações e dicas. Em Inglaterra, as crianças podem ir semanalmente ás “ drop clinics” para qualquer dúvida que os pais tenham, ou então , claro, se for mais urgente, há sempre o hospital ou os centros de saúde.
 Os pediatras são reservados para problemas bastantes maiores . Dizer em Inglaterra que em Portugal, todas as crianças vão ao pediatra, causa estranheza . Mas vão fazer  o quê, exactamente? Perguntam as mães inglesas. Pesar? Medir? Saber o que deve comer? Fazer avaliação médica? Quando está doente? Aqui, parte-se do princípio que um bebé está sempre bem,  até prova em contrário. Os ingleses nunca teriam a frontalidade para o dizer, mas suspeito que devem achar que este é mais um dos costumes burgueses de Portugal e que pediatras para todas as crianças roça a insanidade. Por esse motivo, não há cá listas de alimentos para as mães e a reeducação alimentar começa desta forma livre: Ai o bebé quer tomate? Dá-se! Ai o bebé quer pepino? Dá-se!E caril?!!!  (a sério!) Dá-se! O bebé quer framboesas e morangos? Então, dá-se também! As regras, por aqui, não são tão rígidas em relação à comida... ou, não há mesmo regras.

 Qual não foi o meu choque ao ver, num almoço com amigas inglesas, que têm bebés da idade do meu filho, em que todos os bebés estavam a comer.... sandes ao almoço! Com as suas mão desajeitadas, lá iam eles abocanhando o pão de forma inteiro, branquinho, barrados com humus (uma espécie de puré de grão) ou recheados com vegetais frescos, como sandes de pepino. A primeira vez que aconteceu esta situação, foi já há uns bons meses atrás, quando os bebés, nem dois dentes tinham na boca . Um pedaço de pão, antes de ser engolido, andava alegremente a  passear na boca dos bebés, depois o tomate colava-se à cara, ao tecto ou ao chão e o almoço, e a refeição em si, parecia um autêntico Carnaval.  Esta “técnica” é muito comum por cá e é o chamado Led Weaning em que o bebé come, basicamente, o que quer ou que demonstrar vontade. 

Se o meu filho escolhesse, empaturrava-se de Cerelac ou de bolachas Maria até rebolar. Eu sou uma espécie de extraterrestre por estas bandas que continuo a dar purés, sopa e fruta ao meu filho. Mas por cá, de pequenino come-se sandes de pepino!




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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

11 de Dezembro 2011

Não me parece que foi ontem. Aliás, isso nem faz qualquer sentido para mim. Parece-me que o meu filho faz parte da minha vida há muito mais tempo, muito antes de ter sequer um nome. O meu filho viveu em mim muito tempo antes, fazia parte dos meus sonhos e das minhas preces. Neste ano de vida, deu-me o melhor do mundo, fez-me viver todos os clichés de mamã, mostrou-me o que é sentir um amor incondicional. Ao olhar para ele, vejo um pouco de nós, do meu marido e isso comove-me. É com alegria que o vejo crescer e quase que me esqueço como era tão pequenino quando nasceu. Tenho em mim a memória clara de o ter nos meus braços, segundos após ter nascido. Apesar estar diferente fisicamente, na minha memória, o seu rosto mantém-se igual. Não está. Deixou de ser aquele bebezinho pequenino, a tremer de frio no primeiro banho, para um bebé cheio de vida, que já mostra bem a sua personalidade. Reage a todos os estímulos, já sabe que se fizer beicinho tem os papás aos seus pés, ainda que achemos que não.

O mundo pára, quando com os seus olhos grandes castanhos me fisga, atravessa a sala a gatinhar para se aninhar a mim com o ar mais feliz do mundo. O meu colo acalma-o e o seu quente preenche-me.Tento cristalizar mentalmente estes momentos e ganho o dia com estas pequenas grandes coisas. Aprecio e absorvo avidamente tudo o que me dá, todo o seu riso de alegria que põem a descoberto os seus dentinhos que mais parecem bagas de arroz. Ri-se das graças que faço e estimula todos os dias a minha imaginação,a criatividade e bom senso. Põe-me a rebolar, a imitar todos os animais que me lembro, a cantar músicas que pensava que me tinha esquecido e andavam presas na memória.

As noites nunca mais passaram a ser iguais. A paciência passou a ter um novo significado e percebi que esta afinal não tem limites e que aguenta tudo à conta de um sorriso, ou mesmo à conta de nada. Este amor não cobra nada. Para adormecer, dá sempre luta e desafia o cansaço, como se quisesse sorver até à ultima tudo o que o mundo lhe dá. Gosto do seu ar tranquilo quando, finalmente, se entrega ao sono, repousa o corpo e, fecha os olhos depois de um dia cansativo de tanta actividade, de tantos sorrisos, passeios e brincadeiras.

Para o meu filho, tudo é uma descoberta constante. Tentar ver o mundo através do seu olhar é desafiante da nossa própria condição de adultos. Nós, estamos demasiadamente absortos no nosso mundinho e cheios de certezas inabaláveis. Acho perdemos a capacidade de nos surpreender com as pequenas coisas e com o passar dos anos fomos silenciando os nossos sentidos. Por isso mesmo, adoro o seu olhar de espanto cada vez que vê um balão, prova um novo sabor, a sua surpresa cada vez que ouve um som que lhe é estranho, a sua reacção a cores e texturas diferentes. Através do meu filho, sinto-me a renascer um pouquinho todos os dias e este coração que bate no meu peito passou a bater em duplicado. Foi já há um ano que tudo mudou para muito melhor e que sou mãe.

Parabéns meu filho!

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Coisas de mãe #3

Oferecem-lhe brinquedos sofisticados, didácticos, de marca, para desenvolver as criancinhas. Coisas bonitas, bem encaixotadas, com muitas cores e formas. Brinquedos que aos olhos dos adultos são muito inteligentes e fazem todo o sentido... O que ele mais gosta? Atacadores, embalagem das toalhitas e solas de sapatos. Vai tudo para a boca que é uma beleza.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Coisas de mãe #2

Tomem um banho demorado, passem creme pelo corpo, coloquem aquele perfume especial. Sequem o cabelo vagarosamente, ponham sérum para ficar brilhante, coloquem aquela roupa fashion que tem guardada e uns brincos giros. Vão lá buscar ao armário aquela carteira tchrã que têm guardada no saco de pano. Maquilhem-se com cuidado e com os pincéis certos. Pois nesse dia, o vosso filho vai vos vomitar em cima.


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Coisas de mãe #1

O meu filho de 10 meses parece mais interessado no anúncio da Onicomicose do que nos desenhos animados do canal Panda.  Quanto a mim, estar a ver imagens de unhas encravadas de sem abrigo ou o papar o Canal Panda, venho o diabo e escolha.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Conversa de mulheres I

Este post é escrito directamente para mulheres, por isso, se és homem e me lês, hoje especialmente aconselho a ler um post mais antigo ou a dar uma volta. Se estivéssemos numa sala com amigos, esta seria a parte em que as mulheres vão para um lado e os  homens vão para outro, porque isto é conversa de mulheres.

A questão de hoje é amamentar ou não? A minha reposta é depende. Decidir amamentar deve ser antes de mais uma escolha consciente da mãe, ninguém mais do que a mãe deve decidir o que é melhor para si e para o bebé. Vir a família com exigências e dizer que “ TEM” que amamentar não me parece boa ideia, principalmente quando as hormonas estão aos pulos, o corpo debilitado e há a tendência para o choro fácil. Não me parece que amamentar “ obrigada” e fazendo o maior sacrifício do mundo seja benéfico para o bebé ou para a mãe. 

 Há as acérrimas defensoras da amamentação e que acham que em todas e em qualquer circunstância o bebé deve ser amamentado. A minha opinião não é tão radical, acho que depende das situações e das mães.  Antes de mais, amamentar significa algumas restrições que se tem que estar obrigatoriamente preparada.  Significa maior dependência do bebé à mãe, disciplina em relação ao que se come e bebe e depois a parte social o que fazer se o bebé tiver fome e estiver na rua com ele? Estará preparada para isso? A favor da amamentação estão muitos factores, está a  parte dos afectos e da relação próxima com o filho que se cria naquele momento, a protecção imunitária, a parte monetária, o facto de não se ter que esterilizar o biberão e ter que aquecer leite e também o presente que a mãe natureza nos dá pelos 9 meses em que carregamos um filho. É o único período na vida que se pode comer tudinho e não se engorda. Pumba, 600 kcalorias diárias que voam e é o peso a cair de semana a semana.  

Para mim amamentar foi uma questão de escolha consciente e fi-lo exclusivamente até aos 6 meses. Desde o início que o meu plano era esse, amamentar até aos 6 meses. Durante a minha gravidez fiz um curso de preparação do parto durante várias semanas e nesse tempo criámos um  grupo coeso de “mums to be” e ficámos amigas. Nos primeiros dias de amamentação pensei simplesmente que não ia aguentar, tal era a dor e o desconforto,  mas continuei com persistência e uma dia após outro a dor foi passando e foi-se tornado mais natural. E aquele tornou-se o MEU momento de amor de mãe para filho. Ter um grupo de amigas que estavam a passar pela mesma situação ajudava e sabia que ia conseguir superar. As dúvidas eram trocadas entre nós e descobri o poder de pomadas e de bolsinhas com gel lá dentro, echarpes e outras técnicas que elas usavam. Se amamentar foi desmistificado,  foi por causa do grupo de amigas e tornou-se algo “ social”. Nem todas nós o fizemos durante este 6 meses mas e daí? Há quem ainda esteja a amamentar e o queira fazer até o mais tarde possível. Não se pode julgar alguém porque decidiu parar porque se sentia cansada, porque a estava a afectar psicologicamente ou porque simplesmente não dava jeito e não tinha feitio para isso. Qual é o problema? Acho ridículo a mesma sociedade que ostraciza as mães que não amamentam por outro lado não disponibiliza espaços para que se possa amamentar com recato em sítios públicos. Ou seja, há campanhas a exacerbar os benefícios do leite materno, mas e depois, o que é feito? Ter que ir para uma casa de banho para o fazer é no mínimo humilhante, mas infelizmente é a única solução para muitas que se recusam a amamentar em público por inibição ou porque há um tarado a olhar ou porque simplesmente, assim como eu, consideram  que  o acto de amamentar é um acto privado. Desta forma, como há casas de banho públicas, gostaria de poder amamentar na intimidade  sem ter que pôr as mamas à mostra, é pedir muito? Uma echarpe resolve o problema e essa andava sempre comigo. A outra solução seria tirar com a bomba, se bem que o meu filho nunca foi na conversa e era literalmente atirar leite fora, por isso essa nunca foi realmente uma opção para mim. 

Quando abandonei a amamentação tinha sentimentos contraditórios, por um lado sentia a liberdade do meu corpo me pertencer novamente, por outro lado, enquanto mãe sentia que o meu filho já não dependia tanto de mim e isso entristecia-me. Mas sabia que isso acontecer mais tarde ou mais cedo.
Quanto ao amamentar ou não, essa é será sempre a questão e a reposta, essa deverá ser sempre vossa, inteiramente vossa.