quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Quando o pecado mora ao lado

A primeira vez que ouvi falar da Nigella Lawson, já estava a viver em Inglaterra. Acostumada a Filipa Vacondeus, chefe Silva e outros cozinheiros homens, totalmente ásperos na forma de falar, de apresentar a sua comida, os meus olhos imediatamente pararam quando, perdida nas minhas ocupações, vejo na televisão uma inglesa com um sotaque irrepreensível, com uma imagem extremamente sofisticada e clássica a falar de comida com prazer e num tom extremamente sensual.

A Nigella tem o seu estilo bem definido, quase sempre de calças pretas e de cardigan de cor forte que lhe acentua a cintura e a suas curvas femininas. O que numa pessoa normal, seria apenas uma gordita, na Nigella este peso extra, equilibra-se e dá-lhe um ar sexy.

A Nigella consegue isso, ter este estilo de cozinhar muito sexy food, em que qualquer pedaço de borrego ou um simples Victoria sponge de repente ganha outra dimensão. Cada ingrediente tem uma história, tem um motivo, remete-nos para as histórias da sua família, para os tachos da sua avó e isso torna-a completamente irresistível. A comida que faz é imprópria para dietas e ela própria assume isso. A manteiga e as natas são o seu ponto fraco e são poucas as receitas que não têm pelo menos um desses ingredientes mágicos. Mas também que gracinha tinha andar a cozinhar grelhados e a preparar saladinhas de rúcula? Para a Nigella, a cozinha é um prazer e as suas refeições são sempre um festim, um motivo de celebração, em que a comida tem um ponto central.

Aqui em Inglaterra não só é estranho uma pessoa como ela tão calorosa que nos prende ao ecrã, com uma imagem diferente do louro e de beleza creme Nívea, como também é estranho esta afectividade à comida. Sabe-se que aqui, as refeições são quase sempre secundárias e um almoço de sandes não só é aceitável como é prática comum. As refeições de faca e garfo são guardados para a noite, ao jantar e para os Sunday Roast . Pelo menos aos Domingos, numa casa de família, o forno é ligado ao invés do microondas.

No meu portuguese style ainda não perdido, comidinha é coimidinha e não há volta a dar! A cozinha e os ingredientes e a paixão pela comida contagiam-me e por isso, adoro a Nigella e comprei o seu livro “ Recipes from the heart of the home”. Quando o prazer gula  falar mais alto na minha casa, foi certamente do livro desta senhora que saiu a receita. O pecado mora mesmo aqui ao lado.




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2 comentários:

Alexandra A. disse...

Sexy food LOL, é mesmo isso! :)))

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Alexandra A.,
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bratwurst disse...

pois eu sou fa numero da Nigella. principlamente o fim do programa quando ela se lanca para o frigorico as escuras e rapa os taxos todos!